Alfia Bakieva

Alfia Bakieva

Violino Barroco

Alfia Bakieva é uma violinista de origens tártaras, atualmente a viver em Salzburgo, Áustria. Desenvolve uma carreira internacional com particular destaque na música barroca e na Prática de Interpretação Historicamente Informada, atuando regularmente como solista, concertino e chefe de naipe em ensembles especializados em música antiga. Iniciou os seus estudos de violino com E. Baskina na Escola Especializada de Música de Novosibirsk e prosseguiu a sua formação em violino barroco com Enrico Onofri (Conservatório de Palermo) e Hiro Kurosaki (Universidade Mozarteum de Salzburgo). Especializou-se nos repertórios do Renascimento, Barroco, Classicismo e Romantismo, com especial incidência na música dos séculos XVII e XVIII. Entre 2004 e 2008, foi assistente de concertino e violinista solista da Musica Aeterna no Teatro Estatal de Ópera e Ballet de Novosibirsk, sob a direção de Teodor Currentzis, experiência que marcou profundamente o seu percurso artístico e interpretativo.

Ao longo da sua carreira, Alfia Bakieva recebeu diversas distinções e bolsas de estudo, incluindo o apoio da família Shostakovich no VII Concurso Internacional de Quartetos D. Shostakovich. Foi finalista do Concurso de Música Antiga de Bruges em 2017 e, em 2018, venceu os três prémios de música de câmara no Concurso Händel de Göttingen. Em 2023, foi nomeada para o prémio “Addicted to Bach”, instituído pela família do laureado com o Prémio Nobel Günter Blobel. Em 2021, participou nas audições Jumpstart Jr., em Amesterdão, tendo-lhe sido atribuído, por um período de sete anos, um violino histórico de Francesco Ruggeri (Cremona, 1680). Em 2024, gravou um álbum a solo de concertos para violino de Antonio Vivaldi para a editora Alia Vox, com Le Musicienne du Concert des Nations, sob a direção de Jordi Savall. Em janeiro de 2025, foi convidada a tocar o violino “Dalla Costa” de 1764, associado a W. A. Mozart, na Fundação Mozart de Salzburgo, no âmbito do Festival Mozart.

Atualmente, é ativa como solista, concertino e chefe de naipe em ensembles como Il Pomo d’Oro, Ensemble Hemiolia, Le Musicienne du Concert des Nations, Il Concerto Scirocco, Cappella Mediterranea, Dresden Festspiel Orchester, Bonne Corde, Ensemble Imaginarium e Ensemble Ludovice. Paralelamente à sua atividade na música antiga, Alfia Bakieva é também multi-instrumentista, com experiência em instrumentos tradicionais como o violino folk, kylkobiz e ghizzhak, sendo membro fundador do ensemble Ekiyat, dedicado à preservação e reinterpretação das tradições musicais tártaras. Mantém ainda colaborações pontuais noutros géneros, incluindo o tango, tendo trabalhado com a Orquestra Argentina de Tango Rascasuelos.

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